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Tesouro Direto para Iniciantes: Como começar a Investir

O Tesouro Direto é uma das melhores opções para quem está começando e quer dar os primeiros passos no mundo dos investimentos.
Mulher investindo pelo celular, analisando gráfico de investimentos no tesouro direto em casa.

Índice

Se você quer sair da poupança e começar a investir com segurança, o Tesouro Direto para iniciantes é um dos melhores caminhos.

Afinal, ele combina baixo risco, acessibilidade e rentabilidade superior à poupança na maioria dos cenários. Inclusive, permite que você dê os primeiros passos no mundo dos investimentos mesmo com pouco dinheiro.

Criado pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3, o Tesouro Direto possibilita que qualquer pessoa invista em títulos públicos federais a partir de cerca de R$ 30.

Ou seja, você não precisa ser especialista nem ter muito capital para começar. Dessa forma, ele se torna uma excelente alternativa para quem busca segurança e previsibilidade.

Neste guia completo, você vai entender o que é Tesouro Direto, como funciona na prática, quais são os tipos de títulos disponíveis, qual o melhor para iniciantes, quanto rende, se realmente é melhor que a poupança, como investir passo a passo e quais são os riscos envolvidos.

Portanto, se você deseja investir com segurança e inteligência, continue a leitura.

O que é Tesouro Direto?

O Tesouro Direto é um programa do governo federal que permite que pessoas físicas invistam em títulos públicos, ou seja, emprestem dinheiro para o país em troca de uma rentabilidade.

Em outras palavras, ao aplicar nesse investimento, você se torna credora do governo e passa a receber juros por isso.

Além disso, o processo é simples e pode ser feito totalmente online, por meio de bancos ou corretoras.

Na prática, funciona assim: você investe um valor em determinado título, o governo utiliza esse recurso para financiar áreas como saúde, educação e infraestrutura e, posteriormente, devolve o dinheiro com juros na data de vencimento — ou antes, caso você decida resgatar antecipadamente.

Infográfico explicando como funciona o Tesouro Direto: investidor empresta dinheiro ao governo, o governo utiliza os recursos e devolve com juros.

Dessa forma, o investidor sabe desde o início quais são as regras e o prazo da aplicação.

Por fim, o Tesouro Direto é considerado um dos investimentos mais seguros do Brasil, justamente porque é garantido pelo governo federal.

Ainda que existam oscilações no valor antes do vencimento, especialmente em alguns tipos de título, o risco de crédito é extremamente baixo quando comparado a outras opções do mercado.

Como funciona o Tesouro Direto na prática?

Quando você investe no Tesouro Direto para iniciantes, o primeiro passo é escolher um título público disponível na plataforma.

Cada título possui características específicas que definem como seu dinheiro irá render ao longo do tempo. Por isso, é fundamental entender essas diferenças antes de investir.

De modo geral, todo título apresenta três informações principais: uma taxa de rentabilidade, uma data de vencimento e uma forma de rendimento.

A taxa mostra quanto seu dinheiro pode crescer; a data de vencimento indica quando o governo devolverá o valor investido com juros; e o tipo de rendimento determina se o retorno acompanhará a Selic, a inflação (IPCA) ou uma taxa fixa.

Além disso, os títulos variam conforme o tipo de remuneração, o que influencia diretamente na oscilação e na previsibilidade do investimento.

Enquanto alguns acompanham a taxa básica de juros, outros protegem contra a inflação ou oferecem uma taxa prefixada.

Dessa forma, a escolha ideal depende do seu objetivo financeiro e do prazo que você pretende deixar o dinheiro investido.

Tipos de Tesouro Direto: qual escolher?

Ao investir no Tesouro Direto, é essencial entender que existem diferentes tipos de títulos, e cada um atende a objetivos específicos.

Alguns títulos atendem melhor quem está começando, enquanto outros se adaptam mais às metas de longo prazo.

Portanto, a escolha deve considerar seu prazo, sua tolerância a oscilações e a finalidade do investimento.

De modo geral, os títulos do Tesouro Direto se dividem em três categorias principais: pós-fixados (atrelados à Selic), híbridos (IPCA + taxa fixa) e prefixados (taxa definida no momento da compra).

Além disso, cada um possui um nível diferente de previsibilidade e variação no curto prazo. Por isso, entender as características de cada modalidade faz toda a diferença na sua estratégia.

A seguir, você vai conhecer os três principais tipos de Tesouro Direto e descobrir qual pode ser mais adequado para o seu perfil.

Tesouro Selic

O Tesouro Selic se destaca como o título mais indicado para iniciantes, especialmente para quem deseja construir a reserva de emergência.

Isso porque ele acompanha a taxa básica de juros da economia (Selic), oferecendo rentabilidade previsível e baixa volatilidade.

Dessa forma, o risco de oscilações bruscas no curto prazo é reduzido.

O Tesouro Selic permite resgate a qualquer momento com pouca variação no valor investido, o que traz mais tranquilidade para quem pode precisar do dinheiro inesperadamente.

Por essa razão, ele é amplamente recomendado como o primeiro investimento de quem está saindo da poupança. Se você está começando agora e busca segurança e liquidez, o Tesouro Selic tende a ser a opção mais adequada.

Tesouro IPCA+

O Tesouro IPCA+ é um título híbrido, pois combina uma taxa fixa com a variação da inflação (IPCA).

Em outras palavras, ele garante um rendimento real, ou seja, acima da inflação ao longo do tempo. Assim, seu dinheiro mantém e aumenta o poder de compra.

Esse título é muito utilizado para objetivos de longo prazo, como aposentadoria ou metas acima de cinco anos.

Isso acontece porque, apesar de oscilar no curto prazo, tende a entregar bons resultados quando mantido até o vencimento.

Portanto, se seu foco é crescimento patrimonial com proteção contra a inflação, o Tesouro IPCA+ pode ser uma excelente escolha estratégica.

Tesouro Prefixado

No Tesouro Prefixado, você já sabe exatamente qual será a taxa de rentabilidade no momento da aplicação.

Ou seja, se mantiver o investimento até o vencimento, receberá exatamente o retorno contratado. Dessa forma, ele oferece maior previsibilidade em relação ao resultado final.

No entanto, é importante considerar que esse título pode oscilar bastante antes do vencimento, principalmente em cenários de mudança na taxa de juros.

Por isso, quem precisa vender antes pode enfrentar variações no valor investido.

Assim, o Tesouro Prefixado costuma ser mais indicado quando as taxas estão elevadas e há expectativa de queda dos juros no futuro, permitindo travar uma rentabilidade atrativa.

Tesouro Educa+ e o Renda+

O Tesouro Educa+ é um título público para ajudar famílias a planejar o financiamento dos estudos dos seus filhos ou dependentes no futuro.

Ele funciona de forma que, após o período de acumulação, o investidor passa a receber uma renda mensal por cinco anos, normalmente pensada para cobrir despesas educacionais como mensalidades universitárias.

Esse tipo de título protege o poder de compra porque sua rentabilidade é corrigida pela inflação (IPCA) mais uma taxa fixa, e pode ser adquirido com aportes mínimos acessíveis, o que o torna uma opção prática para metas de médio prazo.

De forma semelhante, o Tesouro Renda+ foi lançado focado no planejamento de aposentadoria, oferecendo um fluxo de pagamentos por um período mais longo — geralmente 20 anos em parcelas mensais — depois que a data de conversão escolhida pelo investidor chega.

Esse título também é indexado à inflação e tem como objetivo proporcionar uma renda complementar durante a aposentadoria, funcionando como uma alternativa de renda passiva ao longo da vida após o trabalho ativo.

Ambos os títulos representam inovações no Tesouro Direto porque promovem o planejamento financeiro para objetivos de longo prazo — seja para educação dos filhos com o Educa+ ou para uma aposentadoria confortável com o Renda+.

Além disso, esses títulos permitem que o investidor organize o dinheiro com um propósito claro, seja para a educação dos filhos ou para a aposentadoria.

TítuloRentabilidadeLiquidezObjetivo / Ideal paraRisco de OscilaçãoVantagens
Tesouro SelicSelic (pós-fixado)Alta (diária)Reserva de emergência e iniciantesBaixaMuito seguro, pouco volátil
Tesouro IPCA+IPCA + taxa fixaModerada (antes do vencimento oscila)Proteção contra inflação e objetivos de longo prazoMédiaProtege poder de compra
Tesouro PrefixadoTaxa fixa definida na compraModerada (antes do vencimento oscila)Quem quer previsibilidade de retornoMédia-AltaRentabilidade conhecida
Tesouro Renda+IPCA + taxa fixaPagamentos mensais após período de acumulaçãoRenda complementar / aposentadoriaMédiaGera renda mensal por 20 anos
Tesouro Educa+IPCA + taxa fixaPagamentos mensais após período de acumulaçãoPlanejamento da educação dos filhosMédiaRenda mensal por 5 anos para educação

Como investir no Tesouro Direto passo a passo

1° Abra conta em uma corretora ou banco

Primeiramente, escolha uma instituição financeira que ofereça acesso ao Tesouro Direto. Hoje, a maioria das corretoras não cobra taxa para esse tipo de investimento, o que facilita bastante para iniciantes.

2° Transfira o dinheiro

Depois de abrir a conta, transfira o valor que deseja investir via Pix ou TED para sua conta de investimentos. Você realiza o processo rapidamente pelo próprio aplicativo do banco.

3º Acesse a plataforma do Tesouro Direto

Em seguida, entre na área de investimentos da corretora e procure pela opção Tesouro Direto. Lá você verá os títulos disponíveis, com informações sobre rentabilidade, prazo e valor mínimo.

4° Escolha o título ideal

Agora é o momento mais importante: escolher o título que combina com seu objetivo.

  • Reserva de emergência → Tesouro Selic
  • Proteção contra inflação → Tesouro IPCA+
  • Rentabilidade definida → Tesouro Prefixado

Analise o prazo e o tipo de rendimento antes de decidir.

5° Confirme a aplicação

Por fim, selecione o valor que deseja investir e confirme a operação. Pronto! Seu dinheiro já estará aplicado e começando a render.

Qual o valor mínimo para investir?

Uma das maiores vantagens do Tesouro Direto para iniciantes é a acessibilidade. Atualmente, o investimento mínimo gira em torno de R$ 10, já que é possível comprar frações de um título público.

Ou seja, você não precisa ter grandes quantias para começar a investir com segurança.

Além disso, essa possibilidade de investir com pouco dinheiro torna o Tesouro Direto uma excelente alternativa para quem está dando os primeiros passos na renda fixa.

Dessa forma, mesmo com um orçamento apertado, já é possível sair da poupança e iniciar a construção do seu patrimônio.

Tesouro Direto rende mais que a poupança e é seguro?

Infográfico comparativo mostrando que o Tesouro Direto rende mais que a poupança, com gráfico de barras destacando maior rentabilidade do Tesouro Direto e menor rendimento da poupança, acompanhado de ícones de cofre e cifrão em fundo claro e educativo.

Uma das dúvidas mais comuns de quem pesquisa sobre Tesouro Direto é se ele rende mais do que a poupança.

Na maioria dos cenários, a resposta é sim. Isso porque a poupança rende 70% da taxa Selic quando ela está em até 8,5% ao ano ou 0,5% ao mês + TR quando está acima desse patamar.

Já o Tesouro Selic acompanha 100% da taxa básica de juros. Dessa forma, ele costuma oferecer uma rentabilidade superior, especialmente em períodos de juros mais elevados.

Além da rentabilidade, muitas pessoas também querem saber se o Tesouro Direto é seguro.

De modo geral, o mercado considera esse investimento de baixo risco porque o governo federal garante o pagamento.

Ou seja, o risco de crédito é muito reduzido quando comparado a outras aplicações do mercado.

No entanto, é importante destacar que baixo risco não significa risco zero. Existem oscilações no valor do título antes do vencimento, conhecidas como risco de mercado ou marcação a mercado.

Por isso, o ideal é investir sempre considerando o prazo do seu objetivo, evitando resgates antecipados que possam impactar sua rentabilidade.

Posso resgatar antes do vencimento e quanto rende 100 reais no Tesouro Direto?

Sim, é possível resgatar o investimento antes do vencimento, pois o Tesouro Direto possui liquidez diária em dias úteis.

No entanto, é importante considerar que o valor do título pode oscilar ao longo do tempo. Assim, dependendo das condições do mercado, pode haver ganho ou até mesmo pequena perda caso você venda antes da data final.

Por isso, para quem busca segurança e flexibilidade, especialmente na reserva de emergência, o Tesouro Selic costuma ser o mais indicado.

Outra dúvida bastante comum é quanto rende R$ 100 no Tesouro Direto. A resposta depende de três fatores principais: o tipo de título escolhido, o prazo da aplicação e a taxa contratada no momento da compra.

Cada combinação desses elementos pode gerar resultados diferentes ao longo do tempo.

Por exemplo, em um cenário hipotético, R$ 100 investidos no Tesouro Selic por um ano com a taxa em 10% ao ano poderiam render aproximadamente R$ 10 brutos no período.

Contudo, quanto maior o prazo do investimento, maior será o impacto dos juros compostos, potencializando o crescimento do valor aplicado ao longo dos anos.

Quais são os impostos e taxas do Tesouro Direto?

Ao investir no Tesouro Direto, é importante entender que há incidência de Imposto de Renda, seguindo uma tabela regressiva.

Isso significa que, quanto mais tempo o dinheiro permanece aplicado, menor é a alíquota cobrada.

Atualmente, as taxas são: 22,5% para aplicações de até 180 dias, 20% até 360 dias, 17,5% até 720 dias e 15% para investimentos acima de 720 dias.

Portanto, manter o investimento por mais tempo pode aumentar sua rentabilidade líquida.

Além do Imposto de Renda, também existem algumas taxas envolvidas. A principal é a taxa de custódia da B3, responsável por guardar e administrar os títulos.

Por fim, vale destacar que o IOF só é cobrado em resgates realizados antes de 30 dias da aplicação. Depois desse prazo, ele deixa de existir.

Dessa forma, ao planejar bem o tempo do investimento, é possível minimizar custos e melhorar o retorno final da sua aplicação.

Conclusão

O Tesouro Direto é, sem dúvida, uma das formas mais inteligentes e seguras de dar os primeiros passos no mundo dos investimentos.

Além de ser acessível, ele permite começar com pouco dinheiro e oferece uma estrutura simples de entender.

Dessa forma, torna-se uma excelente alternativa para quem deseja sair da poupança e buscar uma rentabilidade maior com baixo risco.

Além disso, estamos falando de um investimento garantido pelo governo federal, o que aumenta a sensação de segurança para quem ainda está construindo confiança no mercado financeiro.

Na maioria dos cenários, ele também supera a poupança em rentabilidade, o que o torna ainda mais atrativo para iniciantes que desejam fazer o dinheiro trabalhar a seu favor.

Se o seu objetivo é construir uma vida financeira mais forte e organizada, começar pela renda fixa pode ser a base da sua independência financeira.

Com estratégia, constância e visão de longo prazo, o Tesouro Direto pode ser o primeiro passo para transformar sua relação com o dinheiro.

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